quarta-feira, 26 de março de 2014

O que é a inteligência? por Isaac Azimov

Isaac Azimov
Quando eu estava no Exército, fiz um teste de aptidão, solicitado a todos os soldados, e consegui 160 pontos. A média era 100.
Ninguém na base tinha visto uma nota dessas, e durante duas horas eu fui o assunto principal.
(Não significou nada - no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP - Kitchen Police)
 
Durante toda a minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso.  Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?

Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.  Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos.
No fim, ele sempre consertava meu carro.
  
Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico.
Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um acadêmico.
Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
 
Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento acadêmico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal.  A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto, mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
 
Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez. Ele adorava contar piadas.

Certa vez ele levantou a cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível, e com a outra mão imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora.
O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
 
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir”
  
Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou:
“Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto!”
  
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.


(*) Isaac Asimov, russo de nascimento, fez carreira nos EUA, onde faleceu. É considerado um dos três maiores e importantes escritores de ficção científica.

terça-feira, 11 de março de 2014

Propósito de Deus para a sua vida


Escutamos muito falar que temos que nos empenhar por fazer a vontade de Deus seguindo assim o próposito que ELE nos designou.
Mas então como saber qual é o propósito, vontade, que Deus tem para cada um de nós?
Isso serve também para quando precisamos tomar uma decisão importante. Como decidir com sabedoria? Como saber qual a vontade de Deus para nossas vidas?
O mais importante é termos comunhão com Deus. Isso fará que tenhamos a possibilidade de escutar ao Senhor sabendo discernir, entre tantas vozes, a Dele. De qualquer forma, selecionei 7 passos que nos ajudarão a alcançar este objetivo.

1º passo: a vontade de Deus e a sua vontade.
Confiar tão plenamente em Deus a ponto de acreditar que a vontade de Dele é melhor do que a minha vontade. É aceitar que Seu plano é melhor que o meu plano.
Você se lembra das palavras de Jesus no Getsêmani? Lucas 22:42 dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua.
Jesus sentia o peso dos pecados da humanidade sobre Seus ombros. Ele temeu aquele momento e pediu a Deus que, “se possível”, Ele não gostaria de morrer, mas em seguida disse: Faça-se a Tua vontade!
Uma coisa é concordar com Deus quando a vontade Dele e a nossa coincidem. Mas e quando a vontade de Deus é totalmente oposta à nossa?
Há uma luta entre a nossa vontade e a vontade de Deus. Muitas vezes agimos como se Deus fosse um gênio da lâmpada mágica e esperamos que diga “sim” para todos os nossos desejos.

O 2º passo: oração.
Alguns dizem: – “Ah, eu não tenho vontade, e como não sou hipócrita, então não oro!”
Se você não está com vontade de orar, então diga isto pra Deus! Você pode dizer: – “Olha, Senhor, hoje não estou nenhum pouco a fim de orar! Ultimamente estou achando que o Senhor não liga a mínima pra minha vida!” Isto foi uma oração? Sim!
Orar é falar com Deus e abrir o coração a Ele como a um amigo.
1ª Pedro 5:7: Lançando sobre ele toda a nossa ansiedade porque ele tem cuidado de nós. Sabe o que isso quer dizer? Deus é o ombro amigo no qual você pode desabafar!
Algumas pessoas complicam muito esse negócio de se relacionar com Deus.
Oração? É conversar com Deus.
Fé? É confiar em Deus. Mas como ter fé? Como confiar em alguém que você não conhece? Para muitos, Deus é um ilustre desconhecido, com quem não se gasta quase nenhum tempo.
Comunhão? É passar tempo falando com Deus e ouvindo Suas respostas, como você faria com o seu amigo.
Fale com Deus em oração. Ouça Suas respostas pela Bíblia. Passe tempo com Ele. Faça Dele seu confidente, seu consultor. O próprio Cristo sempre consultava o Pai em tudo.
Ore: Senhor faça a Sua vontade na minha vida!


3º passo: estudar a Palavra de Deus.
Se você quer conhecer a Vontade de Deus será necessário conhecê-Lo. E só na Bíblia você vai saber como Ele age, como Se revela.
Existe uma grande diferença entre conhecer a respeito de Deus e conhecer a Deus. Ao ler a Bíblia tenha sempre dois objetivos:
1- Informar-se (estudando).
Algumas pessoas começam a leitura da Bíblia pelos primeiros livros e se cansam logo, pois existem muitas genealogias. Essas partes não são para meditação e leitura, mas para serem estudadas.
E para que estudar isso? Bem, você lê a história dos espias de Israel que foram protegidos por uma prostituta chamada Raabe; estuda a bonita história de Rute, que mesmo não sendo judia decidiu seguir o Deus da Bíblia; então, estudando as genealogias, descobre que Jesus foi descendente tanto de Rute, como de Raabe. Isso nos leva a pensar: “Puxa, se o Filho de Deus tem em sua linhagem gente tão simples, então não importa de onde eu vim, pois Deus poderá me usar como sou!”
2- Ouvir a voz de Deus (meditando e aplicando em sua vida).
A leitura da Bíblia lhe ensinará a conhecer a vontade geral de Deus para todas as pessoas. Muita gente toma decisões erradas por não conhecer essa vontade já revelada. O que está revelado não precisa ser mais revelado! Devemos ler a Bíblia para ter sabedoria. Para tomar qualquer decisão é preciso sabedoria, e como diz a Bíblia em Tiago 1:5: Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida e em Provérbios 3:13: Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento;
Deus promete entrar em contato conosco: Salmo 32:8 Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.
Se você fizer da leitura da Bíblia um hábito, logo notará muita diferença em sua vida.

4º passo: Não guie-se pelos sentimentos.

Cuidado! Você poderá ser enganado pelos seus sentimentos! Provérbios 16:25 Há caminho que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.  A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que começaram bem, mas depois tomaram decisões baseadas apenas na vontade própria e falharam.






5º passo: Ouça os conselheiros de Deus (familiares, amigos, líderes religiosos, etc.).
Em Provérbios 11:14 Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança. Muitas pessoas pagam para receber conselhos de pessoas que não crêem em Deus e não têm relacionamento com Ele. Procure o conselho de pessoas que conhecem a Deus e se relacionem com Ele no dia-a-dia. Salmos 1:1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
No entanto, cuide para não ser parte de outro grupo de pessoas que nunca aceitam conselhos de ninguém.
Moisés estava com o povo no meio do deserto e recebeu a visita de seu sogro. O velho e experiente Jetro viu a maneira como Moisés cuidava das questões do povo, como administrava tudo, e ao ver isso, se espantou. Moisés tinha uma administração tão centralizada que fazia com que ele trabalhasse demais! Jetro chamou então Moisés de lado e disse: “Não é bom o que fazes, logo desfalecerás, ouça a minha voz, e eu te aconselharei” Êxodo 18:17. Moisés então ouviu o conselho do experiente Jetro e colocou lideres entre o povo, chefes de mil, de cem, de dez, e a partir daí as coisas foram muito melhores.
Através de Moisés vemos que Deus pode usar pessoas próximas de nós para nos orientar. Podem ser nossos parentes, amigos, etc.

6º passo: examine a providência de Deus.
O que é providência? É a sabedoria com que Deus conduz todas as coisas. Veja o plano de Deus como um quebra-cabeça: cheio de peças que com o tempo vão se encaixando e formando um painel que vai se ampliando. Como diz Davi no Salmo 103:2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor,

e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. Faça uma retrospectiva de sua vida, de como só depois você pôde ver como Deus guiou sua vida sem que você percebesse. Faça isso e você vai perceber para onde Deus está lhe levando.
Lembra-se de Abraão? Gênesis 12:1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei. Viu só? A ordem do Senhor foi por etapas. Primeiro, sai daqui para o lugar que eu lhe mostrarei; e o Senhor foi conduzindo sua vida. Foi assim também com o povo de Israel ao sair do Egito. Observe que isso é quase uma regra na vida dos personagens bíblicos.

7º passo é: tome uma decisão.
A Bíblia está cheia de convites para a decisão. Josué 24:15 diz: “Escolhei hoje a quem sirvais”. Elias, em 1º Reis 18:21 Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o
Convide a Deus para continuar no comando da sua vida. Peça a Ele para não deixar você se afastar do plano dEle para a sua vida.
Sabe, conhecer a vontade de Deus não basta. É preciso ir além. Salmo 37:5 Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. 

Resumindo os passos abaixo:

1º colocou de lado a vontade própria;
2º orou;
3º estudou a Palavra de Deus;
4º deixou de lado os seus sentimentos;
5º aconselhou-se com algumas pessoas;
6º viu a providência de Deus dirigindo sua vida.
7º tome a decisão.

Deus te abençoe!

Fonte biblia.com.br

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A aritmética de Deus



Abias foi consagrado rei de Judá, reinando em Israel. Jeroboão, na mesma época, foi rei das tribos restantes. Nestes tempos, Jeroboão se desviou do caminho de Deus.

Jeroboão e seu exército de 800 mil excelentes guerreiros se levantaram contra Abias que possuía 400 mil guerreiros de igual qualidade. Esses 800 mil soldados de Joroboão contra os 400 mil soldados de Abias, ambos de igual qualidade, mostrava a superioridade de Jeroboão e que venceria facilmente a batalha.

No campo de batalha, estando um exército em frente ao outro, Abias falou a Jeroboão: Vocês se misturam com outros povos e adoram a bezerros de ouro. Expulsam sacerdotes do Senhor, os descendentes de Arão, e os levitas, e escolhem os seus próprios sacerdotes, como fazem outros povos. Qualquer pessoa que se consagre com um novilho e sete carneiros pode tornar-se sacerdote daqueles que não são deuses. Já nós, todas as manhãs e todas as tardes apresentamos holocaustos e incenso aromático ao Senhor, arrumamos os pães sobre a mesa cerimonialmente pura e todas as tardes acendemos as lâmpadas do candelabro de ouro. Pois nós observamos as exigências do Senhor, o nosso Deus, enquanto vocês o abandonam.

Jeroboão, enquanto escutava Abias, enviou parte de seu exército para cerca-lo, assim quando Abias percebeu, estava cercado por ambos os lados. Mas se manteve firme em Deus e não mudou sua posição.
Resultado: Abias perseguiu Jeroboão e tomou-lhe as cidades de Betel, Jesana e Efrom, com os seus povoados. Durante o reinado de Abias, Jeroboão não recuperou o seu poder; até que o Senhor o feriu, e ele morreu. Abias, ao contrário, fortaleceu-se. (2 Crônicas 13: 1~22).

 A importância de fazermos a vontade de Deus

Quando estamos no centro da vontade de Deus, a percepção humana não mostra a realidade de nosso poder e força. Você pode enfrentar situações, desde que seja esta a direção de nosso Deus, em que humanamente estamos derrotados antes mesmo do confronto, mas com a presença de Deus, gigantes não nos vencerão. 

Seja você também um vencedor a cada batalha em Jesus.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As Três fases do Cristão



“Isto é por sinal: este ano se comerá o que espontaneamente nascer e no segundo ano o que daí proceder, mas no terceiro ano, porém, semeai e colhei, plantai vinhas e comeis seus frutos” Isaías 37:30.

i)                    i)     A primeira fase - O começo na vida cristã.

Comemos “o que nasce espontaneamente” É uma fase enfocada em nós mesmos, em que nosso objetivo é receber alimento espiritual.
Como acontece com um recém-nascido, Deus espera que outros cuidem de nós e nos alimentem com a palavra. Recebemos o que nos aparece pela frente, sem nos esforçarmos muito para buscar alimentos mais específicos.

ii)                  A segunda fase - Comemos “o que daí proceder”

Sendo um pouco mais seletivos, começamos a buscar diligentemente ao Senhor a respeito de quais os ensinos receber.
Ainda estamos centralizados em nós mesmos, mas começando a nos preocupar com outras pessoas. É como numa plantação onde há muito o que comer, mas é preciso fazer um esforço para apanhá-lo.

iii)                A terceira fase - Devemos “semear e colher, plantar vinhas e comer os seus frutos”
 
Nossa alimentação já não está mais baseada somente no trabalho dos outros. Não podemos ficar esperando passivamente que os outros cuidem de nós e agora temos que semear e colher para nos alimentar.




Em qual fase você está agora?

i)                    Na primeira e segunda fase:

Deus as planejou como um tempo especial de receber. Recebam a plenitude daquilo que Deus tem para vocês agora e armazenem sementes espirituais para a próxima fase.

ii)                  Na terceira fase:

Chegou o tempo de semear e colher, e dar o que Deus tem lhe dado. Vocês entraram numa estação na qual, para serem abençoados, precisam abençoar outros. Isso não significa que nunca mais serão abençoados pelos ensinos dos outros. Vocês serão abençoados por eles na medida que começarem a dar da abundância que tem recebido (Mateus 10:8 Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. / Lucas 6:38 dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.)

Se falharmos em reconhecer os requisitos da terceira fase

Faremos reclamações assim: “Este pastor já não está nos alimentando como fazia antes”, ou “O cristianismo está me entediando”.
Nem o pastor nem as outras pessoas nos alimentarão da mesma forma que fizeram nas duas primeiras fases e agora nós mesmos precisamos semear e colher para nos alimentar.
Somos ordenados a “plantar vinhas”, isto é, produzir mais frutos do que podemos consumir, de tal forma que possamos dar a outros. Podemos “comer do seu fruto”, mas o enfoque são os outros e não nós mesmos.

Deus nos abençoe!